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“Vamos produzir e viver com mais dignidade”, diz representante do MST sobre projeto de alfabetização gerido pela Funcern

Publicado em: 08/04/2019 14:23

HENRY MILLEO

Reportagem: Andréa Luiza Tavares
Foto: Henry Milleo/El País

“Vamos estar no campo, incansavelmente para lutar pela educação e por projetos como esse. Para que possamos ter, no futuro, homens e mulheres do campo alfabetizados e com qualificação profissional para produzir e viver com mais dignidade. Com essa fala, Adriana Silva, representante do MST, aclamou a abertura do Projeto de Alfabetização com Qualificação Social e Profissional, nesta segunda-feira (8).

A população analfabeta no RN ultrapassa os 400 mil habitantes e priorizando a alfabetização como condição necessária para uma educação de qualidade, o Governo do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura, e com a gerência da Fundação de Apoio ao IFRN, (Funcern), contratou educadores e técnicos agrários que atuarão na alfabetização de 2.500 trabalhadores e trabalhadoras do campo em 29 municípios do RN. Essa ação conta com o com apoio do Banco Mundial. O projeto atua em diferentes fontes que visam melhorias no cenário socioeconômico e na qualidade de vida da população potiguar.

WhatsApp Image 2019-04-08 at 09.11.47“É um processo de luta que já dura 4 anos e hoje estamos começando a colher os frutos. Agora vamos começar a capacitar o povo e torná-los livres através da educação, que para nós é o ponto chave da evolução. Vamos iniciar um processo rico para transformar a vida das pessoas do campo, com a ajuda da governadora Fátima Bezerra”, afirmou o técnico Joaquim Neto, que estava presente na abertura do projeto no polo Natal. A abertura ocorre também nos polos de João Câmara e Mossoró.

“Esse projeto atende os anseios da população do campo, promovendo a alfabetização e buscando o desenvolvimento rural sustentável”, destacou o Secretário de Educação, Getúlio Marques Ferreira.

“O projeto é destinado para jovens e adultos do campo e vai atender mais de 80 comunidades presentes em 29 municípios do RN”, disse, a Secretária Adjunta, Márcia Gurgel. Para Vanusa Macedo, Dirigente Nacional do Movimento Sem Terra no Rio Grande do Norte, este é um momento ímpar para as comunidades do campo. “O campo aguardava ansioso por esse projeto que vai viabilizar a trabalhadores e trabalhadoras dos assentamentos diversas possibilidades de aprendizado e de trabalho”, destacou.

As turmas atenderão a 2.500 trabalhadores do campo, já matriculados, e serão sediadas nos municípios de Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Canguaretama, Lagoa Salgada, Nísia Floresta, Vera Cruz, Ielmo Marinho, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Tomé, São José de Campestre, João Câmara, Maxaranguape, São Miguel do Gostoso, Touros, Pedra Grande, Pureza, Caiçara do Norte, Ceará Mirim, Macau, Guamaré, Pedro Avelino, Cel. João Pessoa, Venha Ver, Carnaubáis, Mossoró, Apodi e Campo Grande.

Estiveram presentes na abertura a secretária adjunta da Educação, Márcia Gurgel; professor Joás Ferreira diretor da primeira Diretoria Regional de Educação; Adriana Silva, representando o Movimento Sem Terra; Zuleide Faria, representando o Movimento Indígena; Glauciane Pinheiro, representando a Coordenadoria de Desenvolvimento Escolar e Rosa Maria, do Núcleo de Educação do Campo e da Diversidade.