Por Max Praxedes

O antigo prédio do Campus Natal-Cidade Alta do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) foi oficialmente reaberto, na quarta-feira (4), como Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França (CTC), espaço dedicado à integração entre cultura, tecnologia e formação. A cerimônia contou com a participação da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern), representada pela superintendente Tânia Costa. Em parceria com o Instituto Federal, a Fundação contribuiu para viabilizar a recuperação do edifício histórico e a implantação do Centro, que passa a oferecer novas possibilidades de atividades culturais, artísticas e tecnológicas.

Foto: Thales Roque

Parceria que transforma

A recuperação do prédio histórico e a implantação do CTC contaram com a atuação conjunta da Funcern e do IFRN. A Fundação contribuiu para a captação de recursos de emendas parlamentares e de outras iniciativas, além de oferecer suporte às ações institucionais necessárias à execução da proposta. A iniciativa integra um conjunto de esforços voltados à reocupação de imóveis históricos e à revitalização do Centro Histórico de Natal.

Durante a solenidade, a superintendente da Funcern, Tânia Costa, destacou o significado da reabertura para a relação da cidade com seu patrimônio histórico: “é muito gratificante ver este espaço novamente ocupado, pulsando vida e cumprindo uma função para a sociedade. Desejo que o CTC tenha uma longa trajetória de realizações e continue sendo um lugar de cultura, inovação e transformação”, afirmou.

O reitor do IFRN, José Arnóbio, ressaltou a dimensão institucional da iniciativa e a importância de oferecer à comunidade um espaço de convivência que também fortaleça o vínculo com a educação pública: “este espaço, localizado no coração da cidade, representa também a nossa terceira casa. Sua recuperação e reabertura foram possíveis por meio das ações desenvolvidas em parceria com a Funcern, que tem contribuído para captar emendas parlamentares e recursos de outros projetos. A Fundação foi fundamental para que pudéssemos concretizar essa iniciativa e celebrar a retomada de um espaço tão importante para a nossa instituição”, declarou.

Já o diretor-geral do CTC, professor Lerson Maia, chamou atenção para o caráter pioneiro da proposta. O Rio Grande do Norte é o primeiro estado a contar com um centro dessa natureza, instalado em um prédio histórico de uma instituição que completa 117 anos de trajetória: “estamos falando de uma proposta que abre novas possibilidades para aproximar o Instituto Federal da sociedade. Queremos que as pessoas ocupem este espaço, participem das atividades e encontrem oportunidades de formação, criação e expressão. A parceria com a Funcern é fundamental para viabilizar essa proposta e garantir a continuidade de uma programação gratuita, pública e acessível à população potiguar”, ressaltou.

Foto: Thales Roque

Cultura e inovação

O CTC foi concebido para articular difusão cultural, experimentação artística, comunicação pública e tecnologia. Sua estrutura reúne a Galeria de Artes Thomé Filgueira, o Museu do Brinquedo Popular, a Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte, o Laboratório de Corte e Costura e um auditório destinado a projeções audiovisuais. O espaço também contará com ambientes para capacitações, workshops e instalação de empresas parceiras.

A programação inaugural teve como destaque a Exposição Candido Portinari, primeira mostra da galeria de artes. A exposição reúne 20 réplicas autorizadas de obras do artista, com representações das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros e do universo do trabalho. A abertura contou ainda com uma aula magna ministrada por João Candido Portinari, filho do artista e presidente da Associação Candido Portinari, além de apresentações musicais do grupo Choro de Caçuá e da cantora Cida Lobo.

A implantação do Centro terá continuidade no primeiro semestre de 2027, quando está prevista a entrega de novos ambientes: o estúdio da Rádio IFRN 95,3, salas de dança, música e teatro, ateliê de artes visuais e cafeteria. A nova estrutura ampliará as possibilidades de programação e formação, incorporando outras linguagens artísticas e atividades ao funcionamento do CTC.

Foto: Thales Roque

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(Fotos: Thales Roque)