Superintendente da FUNCERN participa do lançamento do Projeto INTEGRAR, parceria entre IBRAM e IFRN apoiada pela Fundação
Autoridades do IFRN, UFRN, USP, IBRAM e representantes da área museal regional participaram da abertura do projeto.
A Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (FUNCERN) participou, nesta segunda-feira (18), da abertura do Workshop de Iniciação do Projeto INTEGRAR. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o IFRN Campus Parnamirim, a FUNCERN, o Museu Paulista e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), voltada à integração de sistemas, dados e processos relacionados ao Inventário Nacional de Bens Culturais Musealizados (INBCM).
Com articulação entre as plataformas Tainacan e Obatalá, decorrente do Termo de Execução Descentralizada firmado entre o IFRN e o IBRAM, o projeto é coordenado pelo Laboratório de Pesquisa em Redes e Sistemas Computacionais (NOCS LAB) e tem como objetivo automatizar as informações do INBCM junto ao IBRAM.
A solenidade de abertura contou com uma mesa de honra composta por representantes das principais instituições envolvidas no projeto: a superintendente da FUNCERN, Tânia Costa; o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional do IFRN, Raphael Fontes; representando a Direção-Geral do Campus Parnamirim, o professor Alison Batista; o coordenador do NOCS LAB e do Projeto INTEGRAR, Diego Pereira; o coordenador de acervos do IBRAM, Ricardo Rosa; e, representando a área museal, a professora Solange Ferraz de Lima, do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP).
Nas palavras da superintendente da FUNCERN, Tânia Costa, existe uma simbologia significativa no fato de o projeto ser desenvolvido em Parnamirim, cidade historicamente vinculada à Segunda Guerra Mundial e que abriga o Museu do Teatro Potiguar. “A FUNCERN se orgulha muito de estar associada a essa parceria pela grandiosidade do projeto, que vai integrar todo o sistema de museus e de acervos coletivos do nosso país”, afirmou.
Projeto INTEGRAR: tecnologia aplicada à preservação da memória cultural
Além da integração entre plataformas digitais, o Projeto INTEGRAR pretende ampliar a capacidade operacional dos museus brasileiros por meio da criação de ferramentas tecnológicas acessíveis e adaptáveis às diferentes realidades institucionais. A proposta busca fortalecer os processos de gestão curatorial, documentação e acompanhamento dos acervos museológicos, contribuindo para a preservação da memória cultural brasileira.
O desenvolvimento técnico da iniciativa ficará sob responsabilidade do NOCS LAB, laboratório do IFRN Campus Parnamirim especializado em redes e sistemas computacionais. O grupo atua diretamente na criação das soluções digitais que irão conectar os sistemas utilizados pelo IBRAM e pelos museus parceiros. Esta é a terceira parceria entre as instituições.
Durante o workshop, o coordenador do projeto e também do NOCS LAB, Diego Pereira, destacou que a iniciativa surge diante de uma necessidade concreta do setor museal brasileiro. “Hoje, o Brasil ultrapassa o número de 4 mil museus e existe uma demanda real para capacitar esses ambientes, fornecer tecnologia de qualidade, de baixo custo e, além disso, garantir que essa memória e essa preservação da nossa cultura permaneçam dentro da política pública brasileira”, afirmou.
Entre os principais benefícios previstos estão a padronização de processos internos, maior rastreabilidade das ações realizadas nos acervos, ampliação da acessibilidade às informações e adequação aos padrões nacionais e internacionais de gestão museológica. O sistema também permitirá maior flexibilidade para que cada instituição adapte os recursos às suas próprias especificidades.
Um dos pilares tecnológicos do projeto é o Obatalá, sistema digital voltado à gestão curatorial de museus brasileiros. A plataforma já vem sendo utilizada como modelo de validação prática no Museu Paulista da Universidade de São Paulo.
Representando o Museu Paulista da USP, a professora Solange Ferraz de Lima explicou que o projeto entra agora em uma etapa de testes e aperfeiçoamentos a partir da experiência prática dos usuários. “Nós vamos começar a testar o sistema para que possamos deixá-lo completamente adequado e sem problemas”, declarou.
Segundo ela, o processo também vem sendo compartilhado com outras instituições museológicas. “Nós já começamos também uma divulgação do sistema para outros museus parceiros nossos em São Paulo. Então, é uma roda de escuta, na verdade”, disse. A expectativa é que a utilização contínua da plataforma permita identificar novas demandas e aperfeiçoar as funcionalidades desenvolvidas pela equipe técnica do NOCS LAB ao longo da execução do projeto.
Durante a abertura do evento, o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional do IFRN, Raphael Fontes, ressaltou a importância de iniciativas que unem tecnologia, cultura e preservação histórica. “Trabalhar a cultura é trabalhar a nossa vida, e a sociedade não pode perder de vista a necessidade da memória para a nossa existência”, destacou.